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Mitos do Jogging - III - "a reserva"

por CityJogger, em 09.04.10

 

Antes de eu começar a correr regularmente, já era fã do atletismo. Sempre gostei de ver os Jogos Olímpicos e sobretudo as provas de resistência e velocidade em corrida. E havia uma coisa que eu - mesmo miúdo - sempre achava muito estranho: como é que os corredores, mesmo depois de 2 ou 3 horas a correr, conseguiam fazer aquele sprint final? Era uma coisa que me espantava realmente e que eu não conseguia perceber.

 

As hipóteses eram: 1. eles corriam devagar de propósito e depois aceleravam no fim (ou seja, era uma questão de estratégia); 2. eles usavam alguma droga que melhorava a performance deles a um nível super-humano.

 

Bem... depois de alguns anos de experiência pessoal a correr, eu finalmente compreendo o mistério. Vou chamar-lhe "a reserva". "A reserva" é uma espécie de boost que todos os corredores têm quando correm e que tem muito a ver com a tal gestão de ritmos de que já falamos.

 

Basicamente um corredor pode fazer a sua corrida a um ritmo normal e no fim pode acelerar, porque, se fez bem a gestão de ritmos, têm sempre aquela "reserva" de energia no seu sistema que lhe permite um sprint para bater os adversários que fizeram pior a sua gestão de ritmos. Afinal não tem nada a ver com drogas e tem um pouco a ver com estratégia, mas não quer necessariamente dizer que tenhamos de correr muito devagar para depois aceder à nossa "reserva". Trata-se de uma energia que está sempre lá e que nos permite até surpreendermo-nos a nós mesmos, no final do nosso treino. Tentem e vão ver que é uma óptima sensação, a de usar a "reserva" mesmo no final, seja para melhorar os nossos tempos ou só para tirarmos da cabeça aquelas provas incríveis que vimos na televisão quando éramos miúdos.

 

Ps: e sim, o mito desta vez confirma-se como sendo verdadeiro. A "reserva" realmente existe e deve ser potenciada.

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publicado às 09:58



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