porque o melhor da vida passa a correr
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publicado por CityJogger, em 03.03.12 às 14:21link do post | favorito

 

 

Para quem pratica desporto, a alimentação deve ser uma prioridade. No entanto - e aqui falo por experiência própria - por vezes cometemos erros crasos mas inconscientemente. Falo sobretudo da maneira como certos corredores, para se manterem magros e leves, não se alimentam devidamente, o que leva a graves consequências físicas, sobretudo a dois graus: lesões e dificuldade na recuperação. 

 

As lesões são obviamente o sinal mais imediato de uma pobre alimentação. O corpo precisa de restaurar energia e nutrientes para que se possa completar a recuperação e reforço dos tecidos musculares. Uma alimentação pobre em nutrientes essenciais, como vitaminas, ou então demasiado pobre em proteínas pode resultar em lesões musculares graves. 

 

Por outro lado, uma má alimentação não permite uma recuperação rápida depois de uma corrida. Quando terminamos uma corrida não nos devemos sentir demasiado cansados, demasiado exaustos. Se nos sentimos assim é sinal de que não nos estamos a alimentar devidamente, isto mesmo que nos sintamos bem durante a corrida. É no período de recuperação que podemos perceber se o nosso corpo está realmente em forma para poder recuperar do esforço, não só em termos musculares e cardíacos, mas sobretudo a nível de nutrientes armazenados previamente. 

 

Eu devo confessar que passei por um período em que comia menos do que o indicado para me sentir mais leve a correr. Isto levou a que eu tivesse muitas lesões e sobretudo extremas dificuldades em recuperar, sobretudo em distâncias superiores a 10 quilómetros. Eu nem sequer tomava um bom pequeno almoço, muito menos comia entre as refeições. Agora, com ajuda de especialistas, levaram-me a repensar a minha estratégia e penso que é um bom testemunho para quem leia este blog. A minha rotina ajustou-se com as seguintes refeições: 

  • Pequeno-almoço robusto mas não demasiado pesado. Basta comer cereais e uma torrada de pão integral acompanhada com um sumo de fruta ou uma peça de fruta. Eu prefiro o sumo, mas é uma escolha pessoal. 
  • Ao meio da tarde comer metade de uma maçã e uma bolacha de água e sal. A bolacha serve para absorver os açucares da maçã. A maçã é uma óptima fruta para comer ao longo do dia porque não é pesada e não é demasiado rica em açucares, mas tem imensas vitaminas e fibra. 
  • Almoçar um bom almoço, acompanhando sempre que possível com salada e beber água.
  • Ao meio da tarde comer o resto da maçã mais uma bolacha de água e sal. 
  • Ao jantar fazer uma refeição leve e tentar evitar comer muito pão. Pode-se acompanhar a refeição com um sumo.

 

Tenho tido excelentes resultados com esta mudança de dieta, que é fácil de implementar. Podemos vingar-nos um bocadinho ao fim-de-semana com um doce, ou até ocasionalmente durante a semana, mas sempre ao almoço. É de reforçar que o corpo precisa sobretudo de energia durante o dia porque o metabolismo desacelera à tarde, preparando-se para a noite. Nunca se deve comer depois do jantar precisamente por esta razão.

 

Espero que estas dicas vos possam ajudar a melhorar a vossa performance, a ter menos lesões e melhores recuperações.

 

Boas corridas!  

 

 

 

 

 

 

 

 




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