porque o melhor da vida passa a correr
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publicado por CityJogger, em 13.06.12 às 10:53link do post | favorito

Free Your Feet
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publicado por CityJogger, em 31.01.12 às 14:28link do post | favorito

 

Quem lê este blog regularmente sabe que somos defensores da passada Forefoot, que é a passada em que o pé toca o chão apenas com a parte da frente e não com o calcanhar. Bem, agora podemos anunciar mais um estudo que defende este tipo de passada como aquela que origina a menor tendência para causar lesões.

 

A discussão continua e se há quem defenda o Forefoot strike, outros há que defendem o Rearfoot strike, sendo que nenhuma delas dá uma certeza a 100% no que toca à ausência de lesões. Pessoalmente eu tenho usado o Forefoot há algum tempo e com bons resultados, com um menor nível de lesões. Aliás, a única lesão persistente que tive nos últimos meses devia-se a um desiquilibrio na altura das minhas pernas e foi corrigida recentemente. A minha recomendação vai assim no sentido de experimentarem e verem que tipo de passada resulta melhor convosco. Existem agora no mercado imensas soluções de calçado minimalista que ajudam na transição. 

 


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publicado por CityJogger, em 10.08.10 às 21:25link do post | favorito

 

Não me canso de "impingir" aqui no blog a passada forefoot, uma passada de corrida mais natural, que tenta simular o que os nossos pés fazem naturalmente, quando andamos descalços. Mas também é verdade que é um pouco impraticável correr descalço, sobretudo em cidade, porque os pisos são irregulares, sujo, cheios de arestas e mesmo lixo e outros perigos...

 

É aqui que entram os Vibram FiveFingers. Trata-se de um conceito revolucionário (ou talvez mais retro, não sei bem) que consiste basicamente em tentar construir um par de ténis que envolve o nosso pé, protegendo-o apenas o mínimo necessário contra os riscos do meio ambiente em que temos de correr.

 

Há que lembrar que os ténis de corrida têm 30 e poucos anos. Foram inventados pelo fundador da Nike em 1972. E estudos têm provado que os corredores que usam ténis com menos espuma, com menos protecção, sofrem menos lesões. Os Vibram levam esta lógica ao extremo, deixando quase nada entre os pés e a estrada. Realmente é uma visão fascinante e ao mesmo tempo quase aterradora!

 

Claro que estes equipamentos têm as suas desvantagens, entre as quais um longo período de adaptação, pior protecção contra o piso irregular e desgaste rápido dos materiais, mas não deixam de ser intrigantes e inovadores. Penso, no entanto, que o melhor é mesmo ir pela via de um par de ténis o mais leve possível e com o menor suporte possível, e tentar imitar a passada "barefoot", insistindo em nunca cair com o pé no calcanhar - isso é o essencial. Ah, e tentar treinar descalço em relva. É uma das coisas que eu estou para tentar a algum tempo, mas infelizmente não tenho muita relva acessível... :)

 

Se têm curiosidade em ler mais sobre este tema, leiam este artigo da revista Wired. Também falam de outros ténis "minimalistas" mais tradicionais.


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publicado por CityJogger, em 13.06.10 às 12:06link do post | favorito

 

A escolha de calçado é, muito provavelmente, a escolha mais importante que um corredor pode fazer para proteger a sua saúde. Os pés são a parte do corpo que está em contacto permanente com o solo e a maneira como os pés entram em contacto e reagem com o solo reflecte-se, positiva ou negativamente, na saúde das pernas e mesmo do tronco.

 

Desde que há marketing desportivo a sério (fins dos anos 70) que as grandes marcas tentam "vender" os benefícios de ténis de corrida cada vez mais avançados. Há que lembrar que os ténis de corrida nos anos 70 e 80 eram bastante diferentes dos ténis de hoje. A grande diferença é que esses sapatos não tinham grande reforço de espuma na sola - eram ténis quase rasos!

 

Quem lê este blog com alguma regularidade poderá saber que eu defendo um estilo natural de corrida, em que se procura a posição natural do pé no impacto com o solo. Nos Estados Unidos esta corrente tem o nome de Zen Running ou Forefoot Running, em que o pé cai, primeiro com a parte da frente e nunca com o calcanhar no chão. Os defensores desta corrente dizem que um estilo de corrida natural (que se aproxima o mais possível de correr descalço) elimina quase por completo as lesões e aumenta a performance do corredor. Eles defendem também que qualquer lesão na parte inferior do corpo pode ser eliminada com corridas descalças em erva!

 

O marketing das grandes marcas, sobretudo durante os anos 90, levou a que os ténis de corrida sofressem uma evolução perniciosa, com um aumento de características que os tornavam atraentes para os corredores amadores. Um ténis simples não vendia - essa era a realidade do mercado inundado por diversas marcas que competiam pelas mesmas vendas. E então surgiram ténis cada vez mais "artilhados", com solas enormes, e mesmo com sistemas de molas e chips electrónicos!

 

Hoje em dia observa-se um "regresso ao passado", aos ténis mais simples dos anos 70 e 80, com pouco reforço de espuma, e que permitem uma passada mais natural e muito menos acolchoada.

 

O ideal seria mesmo corrermos descalços, mas, na impossibilidade de o fazermos, qual é então a melhor opção?

 

Temos de considerar que diferentes corredores têm diferentes necessidades. Mas há um princípio básico que eu aconselho seja seguido: escolham um par de ténis para correr que seja o mais leve possível e que tenha a sola (sobretudo ao nível do calcanhar) o menos possível acolchoada com espuma. Ténis leves e rasos são os ideais para corrida em piso regular como o alcatrão. Mas não demasiado rasos, porque poderão potenciar problemas na base do pé.

 

Vejamos uma opção de cada uma das marcas mais conhecidas de ténis:

 

Nike Lunnar Glide

 

São os ténis que eu uso. Leves e com sola pouco elevada (vejam como a sola é uniforme da ponta do pé ao calcanhar, proporcionando uma passada natural, que não potencia um primeiro contacto ao solo com o calcanhar). Sinceramente tenho tido excelentes resultados com eles e estou muito satisfeito, embora pudessem ser ainda mais leves. Mas são um excelente compromisso entre rigidez e leveza.

 

Adidas adiZero

 

Os melhores ténis de "passada natural" da Adidas são o adiZero. São ténis muito leves e desenhados para quem quer ter uma passada midfoot (meio do pé) ou forefoot (parte da frente do pé). Ou seja, são desenhados também para evitar que a passada comece com o calcanhar, o que potencia uma passada mais natural e com menos lesões.

 

Newton Running

 

Como outsider (sobretudo porque não há venda directa em Portugal) temos ainda de mencionar a Newton Running, que faz produtos específicos para corrida forefoot running. São ténis bastante caros e específicos, mas vale a pena ver o site deles e analisar a oferta.

 

Em conclusão, o melhor mesmo é experimentar e procurar um modelo que lhe sirva a si e que ache o mais confortável, tendo sempre em atenção os pormenores que pude explicar neste curto resumo: tente alcançar um misto de leveza e robustez que assegure uma passada confortável e natural, mas com algum (mas não muito) suporte.

 

Boas corridas!


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publicado por CityJogger, em 10.02.10 às 09:33link do post | favorito

 

 

O título deste post pode ser considerado um pouco enganador. Na verdade eu não posso oferecer nenhuma solução mágica para deixarmos todos de ter lesões relacionadas com o esforço físico. No entanto, há uma solução natural para corrermos melhor - e quando digo melhor, estou a referir-me a corrermos de modo mais natural, fisiologicamente mais adequado. 

 

Mas antes de entrar no assunto propriamente dito, há que falar da maneira como um jogger habitualmente corre. Um jogger "normal" tem a tendência a fazer o seguinte:

  • Comprar ténis com muito suporte (leia-se borracha) na sola, sobretudo na área do calcanhar. Supostamente o suporte extra (que pode inclusivé incluir molas!) ajuda o pé a suportar o impacto do calcanhar com o solo. 
  • Correr suportando a passada no calcanhar - ou seja, iniciar a passada com um primeiro contacto ao solo na parte anterior do pé e só depois deixando cair o pé para a frente. Isto leva a que as forças sejam absorvidas sobretudo pelo calcanhar e pelo esqueleto ligado ao calcanhar (e mais acima, aos joelhos e ancas). 

Durante muitos anos não houve grande discussão sobre este modo de correr. Parecia natural que quanto mais almofadado fosse o ténis de corrida, menos impacto se sofreria da passada, ao ponto de um dia caminharmos nas nuvens, sem sentir a estrada... 

 

Claro que isso nunca aconteceu. O que aconteceu foi os corredores continuarem a lesionar-se, por mais sofisticados que os sapatos de corrida fossem. As lesões mais comuns, nos joelhos, aumentaram mesmo ao longo dos anos, à medida que a tecnologia dos ténis também aumentava. 

 

Recentemente, e combatendo esta tendência, apareceu um grupo denominado de "minimalistas", que defendem a corrida com passada natural e advocam mesmo (os mais radicais) que corramos descalços! 

 

Pode parecer chocante. Mas basta dizer-vos que uma certa senhora chamada Paula Radcliff tornou-se fã deste tipo de corrida, preparando os seus treinos em relva. Porquê relva? Porque a relva é claramente o melhor piso para corremos descalços (ou com ténis minimalistas, como os Nike LunnarLite). 

 

Então e nós, que não somos como a Paula, o que podemos fazer?

 

Simples. Podemos potenciar os mesmos princípios e evitarmos lesões: 

  • Correndo com sapatos pouco almofadados. Aconselhos os Lunar Glide ou outros parecidos. Há quem vá mesmo ao eBay procurar ténis antigos, que tinham muito menos protecção. Isto potencia a passada natural do pé. 
  • Podemos treinar descalços na relva. Isto melhora os nossos músculos do pé (sobretudo por debaixo do pé). 
  • Podemos usar uma passada forefoot - ou seja, não iniciarmos a passada com o calcanhar, mas com a parte posterior do pé. O modo mais natural de correr é evitando que o calcanhar toque sequer o solo durante a passada!

Mas atenção: quem quer mudar de passada tem de ter em atenção que este é um processo perigoso, que deve ser empreendido com todo o cuidado.

 

O corpo está habituado a uma determinada maneira de correr e mudar repentinamente pode fazer mais mal do que bem. Por isso mesmo, é preciso fazer a mudança de passada progressivamente. Por exemplo nas primeiras sessões, correr apenas um terço da mesma em forefoot e depois ir aumentando a frequência. Falo por experiência própria, porque ao mudar de passada lesionei-me nos gémeos com alguma gravidade. 

 

Mas teremos oportunidade de voltar a este assunto, que para mim é simplesmente fascinante e está na ordem do dia a nível mundial.

 




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