porque o melhor da vida passa a correr
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publicado por CityJogger, em 05.10.10 às 11:38link do post | favorito

 

Quem corre há algum tempo já começa a conhecer em pormenor o seu próprio corpo. Sabemos bem que há três ritmos de corrida:

  • Easy: ritmo de passeio, onde sentimos que estamos claramente a levar as coisas nas calmas.
  • Medium: ritmo normal, velocidade de cruzeiro, em que fazemos o nosso tempo médio quase sem pensar nisso.
  • Hard: ritmo avançado, nos limites, que é atingido raramente e quase nunca durante uma sessão completa.

Claro que a maioria de nós corre no "medium" a maior parte das vezes, eventualmente andando no "easy" naqueles dias piores, ou quando estamos com uma lesão chata. Mas é bem verdade que é raro atingirmos o "hard". Sabemos que ele está lá - é o nosso limite físico, mas não nos atravemos a ir buscá-lo, a sentir realmente até onde podemos ir.

 

Ora este "medo", ou mesmo preguiça, pode prejudicar e muito a nossa evolução enquanto corredores. Se não conheceres os teus limites, nunca te vais conhecer a ti mesmo, e o teu completo potencial enquanto corredor. Todos nós que corremos, devemos ter a experiência solitária de ir até ao limite do que conseguimos fazer, de bater os nossos próprio recordes, de saber o que valemos enquanto entidade física na duração de um treino muito duro. Porquê? Por duas simples razões:

  • Ir ao limite ajuda-nos a aumentar o nosso ritmo médio. Se conseguirmos correr a distância habitual num bom tempo, eventualmente o nosso tempo médio vai baixar. Se o limite baixar, o tempo médio baixa (o nosso ritmo "medium" baixa). É simples matemática. E este facto ajuda-nos a melhorar a nossa forma todos os dias em que vamos correr.
  • Ir ao limite é também uma maneira de não tornar a corrida aborrecida e fixa. O limite máximo é flexível, embora não infinito, por isso podemos sempre explorá-lo, tirar 1 ou 2 minutos, ou mesmo 10 ou 20 segundos! Este desafio é excitante para quem gosta de correr e gosta de saber o que pode alcançar. E ter noção do limite é também ter noção da nossa competividade. Sermos competitivos, mesmo que solitariamente, ajuda-nos muito em termos de motivação pessoal (para a corrida e para a nossa vida de todos os dias). Um bom corredor nunca se deve acomodar, deve ser dinâmico e motivado.

O meu conselho vai no sentido de escolherem uma das vossas sessões normais de treino, uma daquelas que já fazem em "medium" de olhos fechados e tentarem fazê-la no vosso limite. Como é que sabem que estão a correr no limite? Muito simples: se doer :) Nada mais simples - o limite é doloroso, mas não se deixem impressionar. O corpo está habituado ao "medium" e não seria "hard" se não fizessem um sacrifício. Muita atenção a dores invulgares (sobretudo no peito, mas também nos músculos das pernas e nas articulações); é normal ter dores em "hard", mas se sentirem cansaço invulgar ou dores parem de imediato.

 

Boas corridas!

 

 


Eduardo a 30 de Dezembro de 2010 às 15:52
Hard e nas séries upa upa. 400 metros a dar o litro.
Mas num dia de treino normal faço fartlek



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