porque o melhor da vida passa a correr
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publicado por CityJogger, em 13.06.12 às 10:53

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publicado por CityJogger, em 07.05.12 às 20:41

 

 

No post anterior falei-vos da MAT ou activação muscular. Tive oportunidade de ter uma consulta com um especialista em MAT e venho contar-vos os primeiros resultados. 

 

Primeiro que tudo fiquei impressionado pela maneira como a MAT analisa toda a estrutura muscular e articular do corpo. No meu caso eu reportei uma lesão nos gémeos da perna direita e foi-me dito que a mesma poderá ser causada por qualquer alteração significativa numa articulação ou grupo muscular em zonas diferentes da parte inferior do corpo. Ou seja, os músculos e articulações compensam a inactividade (desactivação) de outros músculos e articulações. No meu caso o terapeuta descobriu uma desactivação no pé direito que podia ser a raíz da minha lesão, levando a uma maior pressão no músculo sóleo (logo abaixo dos chamados "gémeos"). 

 

A recuperação está a ser lenta, com corridas curtas e em progressão de 5 minutos extras em cada uma delas e ainda não me ressenti da lesão, o que é bom sinal. Também estou a tomar suplementos que ajudam a recuperação muscular - vitaminas e magnésio. Aliás, é recomendado que todos os corredores tomem suplementos, sobretudo em dias de corrida, para ajuda ao esforço muscular. 

 

Boas corridas!

 

 


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publicado por CityJogger, em 30.04.12 às 22:11
A activação muscular (MAT) está a surgir com grande força nos Estados Unidos enquanto técnica para tratamento operativo de lesões em atletas ditos "amadores". Trata-se de um conjunto de técnicas que já era aplicado a atletas de alta competição mas que agora está a chegar ao comum dos mortais - e muito poderá interessar a todos os corredores.

Falando pessoalmente, estou a debater-me com uma lesão persistente nos gémeos da minha perna direita e optei por experimentar a activação muscular (tenho consulta marcada, mas ainda não fui lá). Estou com alguma expectactiva sobretudo porque penso que em teoria faz sentido. A activação muscular olha para todos os nossos músculos e considera se alguns não estarão a trabalhar, a compensar, por outros. Porque é que alguns músculos falham e outros não? A MAT tenta explicar isso e explorar a forma como o nosso sistema muscular trabalhar em conjunto. Mas melhor do que eu, o fundador da MAT pode explicar. Depois eu regresso com a minha experiência efectiva com a MAT, para a partilhar convosco!


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publicado por CityJogger, em 20.04.12 às 20:53

 

 

 

A corrida pode ser a metáfora perfeita para a busca que todos efectuamos na vida - a busca da felicidade.

 

Claro que a busca, na maior parte dos casos, pode demorar anos ou mesmo décadas. A vantagem do desporto físico, nomeadamente da corrida, é que a felicidade se encontra em diversos momentos, mesmo que seja efectivamente extemporânea. Esses momentos são: a partida, atingir velocidade de cruzeiro e a chegada. Vejamos um a um em maior pormenor:

 

A partida

 

Julgo que a maior parte dos corredores vão entender-me quando eu digo que um dos melhores momentos do nosso dia é quando nos equipamos e saimos para correr. Trata-se daquele momento essencial em que liberdade de correr nos invade o dia e nós sabemos que vamos usufruir da plena liberdade de irmos para onde quisermos, à velocidade que quisermos e durante o tempo que quisermos. Para quem vive vidas muito ocupadas, este sentimento é muito mais forte, porque correr representa o contrário de um dever; pelo menos para quem leva a corrida a sério enquanto uma parte fun da sua vida (e é aconselhável que assim seja, sempre). 

 

Atingir a velocidade de cruzeiro

 

A velocidade de cruzeiro é atingida normalmente um pouco antes da metade do nosso percurso. É quando os nossos músculos já aqueceram e deixamos de sentir frio ou calor para estabilizarmos realmente a nossa passada e o nosso ritmo. O nosso corpo começa a sentir-se mais confortável e o stress começa realmente a diluir-se e a ser substituído pela agradável sensação de cansaço dinâmico. Quem costuma correr habitualmente reconhece todos estes sinais e pode sorrir ao senti-los chegar. 

 

A chegada

 

É sabido que o corpo liberta endorfinas depois de um esforço físico prolongado, em grande medida para contrapor ao desgaste muscular. O efeito secundário é uma agradável sensação de "moca" de corredor. Muito melhor do que qualquer droga legal, esta "moca" de corredor serve na perfeição para aliviar o cansaço à chegada e dar-nos uma sensação plena de satisfação. É aqui realmente que todo o stress desaparece e é substituido pelo desejo de tomar um belo banho e aproveitar o resto do dia (ou da noite, dependendo da hora do treino). 

 

Como vêem, a corrida é o desporto ideal para combatermos o stress do dia-a-dia, sobretudo se a praticarem regularmente. Apenas os praticantes regulares vão começando a reconhecer estas etapas e, simultaneamente, a conhecer melhor os seus próprios corpos. Existem certamente alguns efeitos menos positivos de praticar desporto - nomeadamente as lesões - mas estes são contrabalançados pelas vantagens em termos de saúde, não só fisíca, mas sobretudo psíquica. Um corredor é alguém que lida melhor com a pressão do quotidiano, que tem pressão alterial mais baixa e níveis de colesterol mais equilibrados (salvo, claro, factores genéticos exógenos). 

 

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publicado por CityJogger, em 26.03.12 às 21:20

 

 

Num mundo cheio de vontade de apostar, o espírito competitivo é algo difícil de definir e, no entanto, é o que está verdadeiramente no centro da motivação de qualquer corredor. Porque é que corremos? Alguns correm para se superarem, outros correm para se sentirem melhor fisicamente, outros ainda para ultrapassarem obstáculos do seu passado. É neste sentido que eu defendo que cada um de nós, enquanto corredor, é um competitor nato, preparado para desafiar cada dia, cada lesão e cada prova. 

 

Acho particularmente importante realçar que um competitor não precisa de competir contra outros para expressar este espírito competitivo. Basta levarmos um cronómetro, ou então termos uma meta a atingir - uma distância por exemplo. Lembro-me perfeitamente bem dos meus primeiros tempos como corredor, em que cada obstáculo era definido por distâncias curtas que eu conseguia ou não fazer sem parar. Temos de compreender que a competição nos ajuda a sermos melhores e a melhorarmos a nossa corrida - sem desafios não há motivação e muitas das vezes o desafio pode apenas ser continuar a correr sem lesões, estar saudável e em forma razoável. Diminuir os níveis de stress através de exercício contínuo - eis o que eu considero o último e mais básico dos desafios que podem motivar qualquer corredor. 

 

É fácil de ver que aqui as apostas são altas mas a um nível individual. É uma corrida interna, em que nós apostamos em nós mesmos com o máximo de retorno assegurado logo à partida. E se vão competir com outros corredores em provas oficiais lembrem-se: a competição ocorre todas as vezes que saiem para correr, lutando contra os elementos, a fadiga, a preguiça, a falta de tempo ou as lesões. Vocês, por serem corredores, já são, por natureza, grandes competidores. 

 

Alguns pontos a realçar quando vamos a sério para uma competição: 

  • Lembrem-se que os outros corredores são também competidores
  • A competição é, em primeiro grau, contra nós próprios e em favor dos nossos objectivos
  • Vencer pode ser um conceito relativo - há pequenas e grandes vitórias
  • Perder também é um conceito relativo - para mim, perder uma corrida é sair lesionado
  • A competição nunca se deve sobrepor ao prazer da corrida
  • Se temos de escolher entre um bom tempo ou a nossa saúde, escolham sempre a saúde e abrandem
  • Não corram a corrida dos vossos concorrentes, corram a vossa corrida
  • A melhor estratégia numa corrida é uma estratégia pré-corrida que se pode adaptar dinâmicamente à corrida
Queria realçar este último ponto, que acho seja muito importante: quando vamos para uma competição é preciso ter a clara noção de que estamos no meio de outros competidores mas com uma estratégia pessoal, por exemplo acabar num determinado tempo ou posição. As corridas são muitas das vezes imprevisíveis, o nosso corpo pode reagir mal, pode estar mau tempo ou acontecer um imprevisto no percurso ou uma lesão. A nossa estratégia pré-corrida tem por isso de ser dinâmica e adaptar-se normalmente a qualquer imprevisto. Não é saudável termos o objectivo fixo antes de iniciarmos a competição - todos os objectivos devem por isso mesmo ser dinâmicos.

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publicado por CityJogger, em 15.03.12 às 21:31

 

 

Já falei no blog várias vezes sobre sistemas de tracking de performance de corrida. A Adidas apresentou recentemente uma gama de equipamentos dentro da marca miCoach precisamente com este objectivo - dar muitos dados ao corredor e até ajudá-lo a correr da melhor maneira. 

 

Eu por natureza sou um céptico e um purista da corrida, preferindo correr com o mínimo de equipamento possível. Mas é inegável que estes equipamentos nos podem ajudar a ser melhores corredores. No caso do miCoach há até duas opções de tracking, uma completa com um "treinador" que dá instruções durante a corrida e lê dados cardíacos e outra mais simples (a speedcell) que lê apenas dados de performance como distância percorrida e tempo. 

 

Mas qual é a real importância de um "personal trainer" para a corrida? Devo dizer que já tive o privilégio de ter um personal trainer real, embora durante um curto período de tempo e é fantástico poder ter um apoio dinâmico para a nossa corrida. Uma das coisas mais difíceis numa corrida é a gestão de esforços e o controlo do ritmo da corrida. Nós somos falíveis e o nosso discernimento diminiu à medida que ficamos mais cansados, sendo cada vez mais difícil decidir o ritmo ideal. Aqui o miCoach pode ajudar, sendo pouco intrusivo - dá apenas instruções limitadas em intervalos regulares, de acordo com um plano pré-estabelecido. 

 

Tenho ainda que testar o sistema com maior rigor para dar uma opinião 100% definitiva, mas numa primeira impressão o sistema funciona bastante bem. Não tenho especial interesse em colectar dados e compará-los com outros corredores - embora possam existir muitas pessoas que o possam querer fazer - mas interessa-me a vertente do "personal trainer". Quanto a mim é a grande vantagem de um sistema como este. 

 

Sendo esta apenas uma primeira abordagem, deixo o resto da análise para daqui a umas semanas. Fiquem atentos e entretanto saibam mais sobre o miCoach no site oficial da Adidas

 

Boas corridas!


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publicado por CityJogger, em 03.03.12 às 14:21

 

 

Para quem pratica desporto, a alimentação deve ser uma prioridade. No entanto - e aqui falo por experiência própria - por vezes cometemos erros crasos mas inconscientemente. Falo sobretudo da maneira como certos corredores, para se manterem magros e leves, não se alimentam devidamente, o que leva a graves consequências físicas, sobretudo a dois graus: lesões e dificuldade na recuperação. 

 

As lesões são obviamente o sinal mais imediato de uma pobre alimentação. O corpo precisa de restaurar energia e nutrientes para que se possa completar a recuperação e reforço dos tecidos musculares. Uma alimentação pobre em nutrientes essenciais, como vitaminas, ou então demasiado pobre em proteínas pode resultar em lesões musculares graves. 

 

Por outro lado, uma má alimentação não permite uma recuperação rápida depois de uma corrida. Quando terminamos uma corrida não nos devemos sentir demasiado cansados, demasiado exaustos. Se nos sentimos assim é sinal de que não nos estamos a alimentar devidamente, isto mesmo que nos sintamos bem durante a corrida. É no período de recuperação que podemos perceber se o nosso corpo está realmente em forma para poder recuperar do esforço, não só em termos musculares e cardíacos, mas sobretudo a nível de nutrientes armazenados previamente. 

 

Eu devo confessar que passei por um período em que comia menos do que o indicado para me sentir mais leve a correr. Isto levou a que eu tivesse muitas lesões e sobretudo extremas dificuldades em recuperar, sobretudo em distâncias superiores a 10 quilómetros. Eu nem sequer tomava um bom pequeno almoço, muito menos comia entre as refeições. Agora, com ajuda de especialistas, levaram-me a repensar a minha estratégia e penso que é um bom testemunho para quem leia este blog. A minha rotina ajustou-se com as seguintes refeições: 

  • Pequeno-almoço robusto mas não demasiado pesado. Basta comer cereais e uma torrada de pão integral acompanhada com um sumo de fruta ou uma peça de fruta. Eu prefiro o sumo, mas é uma escolha pessoal. 
  • Ao meio da tarde comer metade de uma maçã e uma bolacha de água e sal. A bolacha serve para absorver os açucares da maçã. A maçã é uma óptima fruta para comer ao longo do dia porque não é pesada e não é demasiado rica em açucares, mas tem imensas vitaminas e fibra. 
  • Almoçar um bom almoço, acompanhando sempre que possível com salada e beber água.
  • Ao meio da tarde comer o resto da maçã mais uma bolacha de água e sal. 
  • Ao jantar fazer uma refeição leve e tentar evitar comer muito pão. Pode-se acompanhar a refeição com um sumo.

 

Tenho tido excelentes resultados com esta mudança de dieta, que é fácil de implementar. Podemos vingar-nos um bocadinho ao fim-de-semana com um doce, ou até ocasionalmente durante a semana, mas sempre ao almoço. É de reforçar que o corpo precisa sobretudo de energia durante o dia porque o metabolismo desacelera à tarde, preparando-se para a noite. Nunca se deve comer depois do jantar precisamente por esta razão.

 

Espero que estas dicas vos possam ajudar a melhorar a vossa performance, a ter menos lesões e melhores recuperações.

 

Boas corridas!  

 

 

 

 

 

 

 

 


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publicado por CityJogger, em 31.01.12 às 14:28

 

Quem lê este blog regularmente sabe que somos defensores da passada Forefoot, que é a passada em que o pé toca o chão apenas com a parte da frente e não com o calcanhar. Bem, agora podemos anunciar mais um estudo que defende este tipo de passada como aquela que origina a menor tendência para causar lesões.

 

A discussão continua e se há quem defenda o Forefoot strike, outros há que defendem o Rearfoot strike, sendo que nenhuma delas dá uma certeza a 100% no que toca à ausência de lesões. Pessoalmente eu tenho usado o Forefoot há algum tempo e com bons resultados, com um menor nível de lesões. Aliás, a única lesão persistente que tive nos últimos meses devia-se a um desiquilibrio na altura das minhas pernas e foi corrigida recentemente. A minha recomendação vai assim no sentido de experimentarem e verem que tipo de passada resulta melhor convosco. Existem agora no mercado imensas soluções de calçado minimalista que ajudam na transição. 

 


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publicado por CityJogger, em 26.01.12 às 17:32

 

Já aqui falei no miCoach da Adidas. Trata-se de um sistema de tracking de performance desportiva, à semelhança do Nike+ da Nike. A Adidas acabou de anunciar o lançamento de uma aplicação miCoach Running permite aos consumidores compilar e visualizar os seus dados de desempenho. A aplicação compila as informações a partir de um pequeno dispositivo que fica instalado nos ténis que são compatíveis com este sistema. 

 

Devo dizer que não sou um grande fã destes sistemas, embora me atraiam pela sua novidade e tecnologia. Ainda uso apenas um cronómetro de pulso bastante banal e faço assim uma medida crua da minha performance. Mas não escondo a vontade de experimentar um sistema destes e dar a minha opinião mais sincera e "mãos-na-massa".

 

Conheço quem use sistemas de tracking e tire assim um grande gozo da corrida, servindo os mesmos como motivação. Tudo o que nos motive a correr mais é bom, por isso não posso deixar de apoiar e noticiar estes lançamentos.

 

Dentro em breve espero escrever mais sobre este assunto, nomeadamente com uma review! 

 

 

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publicado por CityJogger, em 21.01.12 às 20:48

 

Quantas vezes se queixou de não ter tempo para fazer exercício? Muitas, de certeza. Temos todos horários preenchidos, seja com emprego, família, amigos, etc... e nunca há tempo para nos dedicarmos ao nosso corpo. Mas e se nós já estivessemos a fazer exercício no dia-a-dia, mas sem dar por isso?

 

A realidade é que muitas das vezes não prestamos atenção à quantidade de exercício que fazemos no dia-a-dia.  Seja a subir escadas, falarmos com os nossos colegas, a mexer os braços, a ir e vir de reuniões, a ir do carro ou dos transportes para o escritório...

 

Estamos sempre a gastar energia e a Nike apresentou um produto a pensar nisso mesmo, chama-se FuelBand e mede as calorias que gastamos no nosso quotidiano, com as tarefas mais mundanas, medindo-as e dando-nos uma noção do nosso gasto calórico no dia-a-dia. Trata-se claramente de um gadget muito específico e sem grande utilidade para o corredor habitual, mas usei-o para ilustrar um ponto: os nossos treinos também decorrem no dia-a-dia. Devemos procurar andar mais, subir escadas em vez de usar o elevador, sempre de acordo com um plano diário para que o exercício faça sempre parte da nossa rotina, mesmo nos dias em que não vamos correr. Isto ajuda-nos aerobicamente, ajuda-nos a manter a forma e a correr melhor quando de facto finalmente calçamos os nossos ténis! 


Boas corridas (e bons treinos no dia-a-dia)!




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